domingo, 2 de abril de 2017

Cuidado! Ibuprofeno e Diclofenaco podem aumentar em até 50% o risco de parada cardíaca

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fonte: freepik

Uma pesquisa recentemente publicada no European Heart Journal alerta para a perigosa associação entre o consumo de antiinflamatórios não-esteróides (AINEs), especialmente Ibuprofeno e Diclofenaco, e o aumento de até 50% no risco de parada cardíaca.

Na pesquisa, realizada na Dinamarca, foram analisados os eventos de paradas cardíacas registradas durante de nove anos (2001 a 2010). Das 29 mil pessoas avaliadas, 3 mil tinham feito uso de um AINE em até 30 dias antes da parada cardíaca. Isso corresponde a cerca de 12% do total de pacientes analisados. Dentre os AINEs mais consumidos, os primeiros lugares da lista eram o Ibuprofeno (51%) e o Diclofenaco (21%).

Ficou constatado pelo estudo que o Ibuprofeno aumentou o risco de parada cardíaca em 30%, enquanto o Diclofenaco ficou com o posto de mais prejudicial, aumentando o risco em cerca de 50%. Isso ocorre por conta dos efeitos do medicamento na agregação plaquetária do sangue, que provocar formação de coágulos e estreitar também as artérias, aumentando a retenção de líquidos e a pressão arterial.

Esta não é a primeira associação dos AINEs com problemas cardíacos. Em setembro do ano passado, o British Medical Journal publicou um estudo que identificava a relação desses medicamentos com a insuficiência cardíaca.

O perigo é ainda maior pra pacientes que já sofrem de alguma doença coronariana, já que o Ibuprofeno está associado a um "aumento do risco de eventos trombóticos (trombose) com infarto do miocárdio ou derrame”, conforme alerta a bula. Para piorar, os AINEs costumam ser vendidos sem receita médica e de forma indiscriminada. Aqui no Brasil, o diclofenaco e o ibuprofeno são vendidos em gotas ou em comprimidos com dosagens entre 50 mg e 600 mg.

Oriente sempre seus pacientes sobre os perigos da auto-medicação! É importante que qualquer tratamento seja realizado com a segurança do acompanhamento médico.


Fontes:
Você pode saber mais aqui (artigo em inglês): NCBI U.S. National Library of Medicine
Link do estudo (infelizmente o acesso é pago): http://www.bmj.com/content/356/bmj.j1358

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