sábado, 18 de março de 2017

"A carne tá fraca", mas seu paciente não precisa ficar!

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Instalações da JBS. DIEGO (GIUDICE BLOOMBERG). ELPAÍS.COM

Com a grande repercussão da operação Carne Fraca, você pode estar ouvindo muitos dos seus pacientes dizendo "nunca mais vou comer carne!" e "e agora, como faço pra comer minhas proteínas?"

Como enfermeiro(a), você pode ajudá-los a entender que existem outras fontes alimentares que podem ajudar complementar a ingestão recomendada de proteínas, caso eles realmente decidam reduzir ou cortar o consumo de carne (seja por um tempo, ou pra vida toda).

Estrutura da proteína - Quem não ama a Bioquímica?
É importante lembrá-los de que as proteínas são indispensáveis para a saúde, pois além prover de valor energético (fornecem 4 KCal/g), são fontes de aminoácidos essenciais que atuam como construtores e renovadores, sendo os principais responsáveis pelo crescimento e manutenção do organismo. 
No nível orgânico, as proteínas tem funções de defesa (imunoglobulinas, por exemplo), transporte (o HDL é uma lipoproteína que transporta o colesterol), reguladoras (atuam na formação de vários hormônios) e enzimáticas.

As necessidades nutricionais do paciente dependem da sua idade, do estado fisiológico, do gasto energético (metabolismo basal e nível de atividade física) e de patologias existentes.

De forma geral, os valores recomendados para adultos variam de 0,8g a 1,0g de proteína por quilo de peso corporal. Isso corresponderia a aproximadamente 10-35% da proporção de energia necessária para o organismo funcionar.

OBS: Atletas, crianças, idosos e pessoas com ingestão energética reduzida tem valores diferentes.

Dito isto, para que possa atender de forma satisfatória a essas necessidades nutricionais é ideal que a proteína seja de alta qualidade.

Antes, algumas definições:
  1. Proteínas completas são aquelas que fornecem todos os aminoácidos essenciais em quantidade suficiente.
  2. Proteínas de alta digestibilidade são aquelas que tem seus aminoácidos absorvidos mais facilmente no processo de digestão.
Proteínas de alta qualidade (ou de alto valor biológico) são as que combinam os dois fatores, ou seja, fornecem todos os aminoácidos necessários e são fáceis de serem absorvidas pelo organismo.


Existem, basicamente, dois grupos de proteínas: as de origem animal e as de origem vegetal.

As de origem animal são as mais ricas em aminoácidos e são consideradas de melhor qualidade do que as vegetais. Também possuem alta biodisponibilidade de ferro, ou seja, boa quantidade do ferro ingerido na carne será efetivamente absorvida pelo organismo.


Suas principais fontes são:
  • Leite e derivados: 2 a 3,5%
  • Carne, aves e peixes: de 15 a 30%.
  • Vísceras (língua, fígado, rins, pulmão, testículos): São mais ricas em vitaminas e minerais que a carne do músculo.
  • Ovos: ~13% (a clara tem 11% de proteína e 89% de água. A gema possui 16% de proteína e é rica em fósforo e nucleoproteína.)

Importante: Deve-se aconselhar o paciente que ainda queira consumir proteínas animais, a preferir as que contiverem menor quantidade de gordura (proteínas magras, carnes sem peles e gorduras visíveis), e a ingerir com moderação, devido ao alto teor de gorduras saturadas e colesterol presentes nessas fontes alimentares.

As de origem vegetal são importantes por terem também um alto teor de vitaminas e fibras, mas são consideradas proteínas incompletas. Por esse motivo, é necessário complementar a ingestão através de combinações numa mesma refeição, como é o caso do famoso arroz e feijão (proteína de um cereal com a proteína de uma leguminosa). Essa combinação aumenta o valor biológico dessas proteínas. Suas fontes são os grãos, leguminosas (como feijões e vagens), oleaginosas (nozes, castanhas, etc), cereais (arroz, trigo, aveia, e outros).

Alguns valores (para 100g do alimento):
  • Ervilha: ~5,42g
  • Chia: ~16,54
  • Feijão: ~8g (o preto é o mais proteico)
  • Grão-de-bico: ~19,30g (cru); 22,39g (farinha)
  • Gergelim: ~17,73g (cru); 40,32g (farinha)
  • Amêndoa: ~21,15g
  • Castanha de caju: ~18,22g
  • Soja: ~36g (varia com o preparo)

OBS: Cuidado com a soja: há estudos que relacionam o consumo excessivo da soja a alergias, problemas de tireóide e câncer, e seus fitoestrógenos a problemas de saúde masculina. Procure sempre se informar para orientar seu paciente da melhor forma possível!

Sabendo dessas informações, se o seu paciente decidir que não quer mesmo ingerir carnes, sugira que faça combinações variadas de alimentos vegetais que contenham alto teor de proteínas. 

Algumas combinações interessantes:



Por fim, é MUITO IMPORTANTE que você trabalhe sempre em sintonia com toda a sua equipe! O bem-estar e a recuperação do seu paciente, assim como sua educação em saúde são de responsabilidade coletiva. O papel do Nutricionista é fundamental nesse contexto; converse sempre com ele!

Quer mais referências sobre ENFERMAGEM e NUTRIÇÃO? Dá uma olhada no nosso material!  É só clicar aqui.

Fontes: 
Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO): The Amino Acid Content of Foods and Biological Data on Proteins
Revista Brasileira de Nutrição Clínica
Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN)
United States of Department Agriculture (USDA) Inglês
Nutrient Recommendations: Dietary Reference Intakes (DRI) Inglês
BRIDI, ANA M., Consumo de carne bovina e saúde humana: convergências e divergências

Imagens:

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terça-feira, 14 de março de 2017

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Mais um produto da Natureza a nosso favor: Médicos cearenses estão usando pele de Tilápia, peixe comum aqui no Brasil, para tratar pacientes com queimaduras graves. O estudo experimental está sendo feito na UFC - Universidade Federal do Ceará - Fortaleza, e já conta com bons resultados.

A pele da Tilápia, rica em colágeno tipo 1, favorece a rápida cicatrização da pele subjacente; além disso, minimiza os riscos de infecção por formar uma camada de proteção e evita a perda de líquidos dos tecidos, comum em queimaduras de segundo grau. Com o tratamento, percebeu-se também que os curativos realizados com essa pele causam menos dor aos pacientes do que os curativos comumente utilizados, à base de sulfadiazina de prata.

O uso de pele animal para a confecção de curativos biológicos (como por exemplo a pele de porco) é bastante usada em outros países como enxertos para recuperação de queimaduras extensas. Aqui no Brasil, a Tilápia é consumida mas sua pele é normalmente descartada. Percebendo isto, os médicos tiveram a ideia de experimentar com a pele do peixe, que passa por um rigoroso tratamento de esterilização e preparação antes de ser aplicada aos pacientes.

Fonte da foto: Divulgação/Universidade Federal do Ceará

sexta-feira, 10 de março de 2017

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Estudante, pode contar com a gente pra dividir materiais com você, afinal, conhecimento só tem valor quando é compartilhado!

Entra na nossa área de materiais: é só clicar em "Interação > Materiais" no menu superior direito do blog. 
Estamos aumentando a coleção gradualmente, mas você já pode encontrar alguns livros, artigos e resumos das disciplinas básicas da Enfermagem!

Esperamos ajudar nos seus estudos! ✍

Bênçãos de Florence! ⛑⭐

quinta-feira, 9 de março de 2017

Mudanças no Calendário de Vacinação 2017

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Na última sexta-feira (3) o Ministério da Saúde divulgou no novo calendário de vacinas na rede pública, que entra em vigor neste ano.

Foram feitas várias mudanças nas dosagens e idades. Veja aqui o que ficou diferente:


Fontes: Portal Saúde

Tabela - Calendário Vacinal 2017 (clique para ampliar)

Boas-vindas!

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Olá!

É com grande satisfação que lhe damos as boas-vindas ao blog Sendo Aluno: Enfermagem na Prática!

Aqui você encontrará conteúdo variado sobre a área da Enfermagem, com foco especial para quem sonha com seu futuro nessa profissão: o aluno!

Em breve teremos novidades!

Bênçãos da Florence! 


"Portanto, nunca perca a oportunidade de exortar um começo prático, por pequeno que seja, pois é maravilhoso quantas vezes em tais assuntos a semente de mostarda germina e se enraíza." 
- Florence Nightingale